quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O ar rarefeito do sexto andar

Têm dias que nada da certo
Dias que é preciso bater o portão
Cada vez menos felino, um pouco mais de cão
Essa atração ainda nos mentem por perto

Mas lá vem você novamente
Dando teu nome a um furacão
Redefinindo os fenômenos naturais
Mas como? Com esses olhos sorridentes?

Decidi jogar esse teu jogo complicado
Os botões do controle enferrujados
Chegamos a níveis inimagináveis
Estes raramente desbloqueados

Te apresentei músicas em rodízios
Fiz poesia sobre o seu eterno amigo
Estendi minhas mãos sem intenção
Mas o corpo e a alma foram juntos
Assim como rima e toda a sua metrificação
Ah, e as noites, mais ainda as manhãs, me fazem esquecer do espaço entre os versos
Mesmo que dessa vez menos complexos
Enquanto espero teu bravo-doce olhar
Que tendem a vir em minha direção
Respiramos o ar do alto do nosso sexto andar.
E se nada somos, nada seremos em forma de poesia.