Da solução surgiu-se o problema
Das letras, palavras, das palavras, frases.
O criador diverge dentro de seus sinônimos
Assim chamado autor, não descreve no ato.
Sequer tenha vivido, sentido ou morrido.
Mas como pudera ser tão realista?
A realidade é a ilusão de uma mente vazia
Que tem preguiça de pensar.
Permita-me dizer, sem críticas.
Que todas as loucuras viraram histórias
Que alguns vilões salvaram o dia
Que a Lua nos conta segredos
Que a prostituta nos escondia
Assim se faça poesia
Com um pouco de muita coisa, quase nada.
Vive no passado, lembrando-se de um futuro.
Poesia presa, liberta, discreta.
Que assim, através disto, se faça concreta.
Pudera eu poetizar, pudera eu assim me retratar.
Fatos, histórias criadas, possivelmente inventadas.
Para se fazer ler e enfim, interpretadas.
Afinal, sobre o que eu ia poetizar?
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