Quando eu escrevo o céu se rasga ao meio, mas quando eu te escrevo, ele se custura em 'nós' dois. Através de um laço construído no passado, o hoje nos prende em um mesmo lugar. Espero que não se importe por eu colocar em palavras tudo o que fizemos.
O bom do poeta é poder recriar tudo o que aconteceu e aproveitar de sua poesia para criar tudo que evitamos.
Se a poesia ainda não for suficiente, voltemos ao céu rasgado para colarmos manualmente. Tenho certeza que o universo pararia para nos assistir e antes mesmo que pudéssemos abandonar as asas, terminaríamos o nosso trabalho e voaríamos por uns minutos, observando todo um céu de papel desenhado.
Daqui de baixo não consigo enxergá-lo por completo, não consigo ir até lá sem que a outra asa esteja aqui, mas quando quiser novamente viajar volte ao lugar aonde te deixei, pois a demora pode trazer a chuva e não queremos ver o nosso céu molhar, afinal temos medo do que atrás dele possa estar.
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