Todos me questionavam o que meus olhos viam em ti,
e meus olhos assimilavam os sentimentos a meu dispor,
eles abriam e fechavam em perfeita e eterna simetria,
eram silenciosos e deixavam ecoar o som do meu tambor.
Mesmo se vermelhos ficassem nunca mencionavam a ti,
o som que abaixo ecoava escondia o ruído do tremor,
e dos rios e cascatas que ali faziam assimétricas fantasias,
fez-se toda a origem do que um dia foi chamado de amor.
Se de espelho à sua beleza meus olhos servissem,
explicariam as lágrimas escondidas nas cercanias,
pois simétrico não era um tipo de sentimento meu,
simétrico era o reflexo que em meus olhos tu fazias.
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