terça-feira, 3 de setembro de 2013

No núcleo do perdão fez-se furacão

Quando se está dentro de um furacão o som deixa de se ouvir, o chão deixa de ser seguro e passa a ser desconfortável. É um gavião indo direção contrária à tempestade. É a metáfora morta no meu paladar. Estar no furacão poderá bagunçar todo o seu cabelo, mas estar dentro dele vai ajeitar todo um mundo de imperfeições sem fim. Em alguns segundos você perderá toda a noção de tempo, em minutos se perguntará estou dentro do furacão ou ele está dentro de mim?!.

Nos círculos anti-horários do gigante, o balé do vaivém enaltece a noite e seu luar, apenas para nos fazer girar no presente. Girar em direção contrária a do vento que por um momento insiste em soprar, para o norte e para o sul em comunhão de nuvens, chuva e querubins e por fim nos fazer levitar a um passo do perdão.

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