Voltando para a casa
eu procurei pequenos cantos de ruas,
as transformei em camas
estiradas sobre o subsolo da Lua.
Em noites como aquelas
em que as palavras não se repetiam,
a pele estava completamente nua,
o vento no rosto espalhava o que não mais se via.
Era o paraíso esquecido por lobos perdidos,
tratantes, mal feitores e embriões já vividos.
Lugar de oração, com mãos rentes,
e joelhos postos ao chão.
Cabeça baixa,
metal gelado no pescoço,
suor escorrendo no corpo,
me desculpa seu moço.
Busco a paz interna, sem ouvir aos ouvidos,
dores anestesiantes de medos divinos,
não quero perdão, quero a conformidade
de dormir essa noite frente ao teu portão.
As grades, não as das celas, nem das caravelas,
não como as minhas e nem como aquelas,
não escondem o leão e nem as suas sequelas,
Vivenciadas por todos nós,
e em um breve momento de espera.
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