domingo, 2 de novembro de 2014

Fora da curva

O contrastante me fez dormir
e acordar sem ouvir sua voz,
sem outros dias como aquele
de mais pura cascata lunar, a sós.

Você prefere ir até lá, e dançar
enquanto eu aqui sentado
fico só a te observar,
a cantar, lábios selados, calado.

Minha guitarra no máximo,
tocaria o maior dos clássicos
enquanto você faria forças
para manter a sanfona em seus braços.

Seja de dia, ou de noite
na cama ou na parede,
um desejo compartilhado
para saciar sua sede ao meu lado.

A vontade de estar aqui
de encontro na curva,
um comum momento,
como o sol e a chuva.

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