domingo, 15 de fevereiro de 2015

Orquestrada

Tentei procurar as mesmas qualidades
procurei evitar os mesmos defeitos,
sai porta a fora, vagando por ruas
entre choro e risos, altares e leitos.

Olhei para trás para ver seu olhar
Me resta reger seus passos em um único compasso.
mas você sequer viu se eu olhei,
te vi de costas, cabeça baixa,
será que ao menos te reverei?

E dia após dia, à capela
minha orquestra silenciou-se
mudou-se, de local e moradia
perdida a noite, reinventou-se.

Agora, ainda à capela
a voz que não é mais aquela,
tornou-se mais um órfão
que outra vez oferece sua tutela.

Nenhum comentário: