Mas há um propósito
Na alma de cada ser
Esculpiu a forma de seu corpo
O medo que antes causava dor.
Seu sangue escorreu nas veias
Como a tinta nas mãos do escritor
Que insiste em contar histórias
Que lemos sem interlocutor
Brinquei de ser Criador
E me propus a qualquer preço
Criar a melodia, a letra e o cantor
Que prefere observar-te ao avesso.
E teu nome em diminutivo
Em minha cabeça ficaste
Ainda hei de criar uma maneira
De deslizar-te da mente ao coração
Mesmo que para isso eu precise
Deixar de sabotar a natureza
De quem cria sonhos acordado
Para lembrar com mais precisão.

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