Pensei que eu não iria mais criar
Mas as coisas não acontecem por acaso
Histórias não terminam sem começar
Novos dilemas, e seus esquemas
Novos perfumes surgiram
E emergiram sem avisar
E para te atingir
Minhas palavras precisei soletrar
Não há tempo para luto
E uma letra trocar, há tempo de lutar
Se meus dedos criarem calos
Se minhas mãos não puderem escrever
Se a caneta falhar
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| Tantas versões de um só sem razão |
Amarei calado e a calar
De forma acústica sem intervalos
Não quero procurar o tom na voz
Nem os mesmos momentos a sós
A pele é diferente
E deliberadamente
Não irei-me cansar
Procurei olhos a fechar
Até sua mão toquei
Mas não queria-te falar
O adeus que estava no paladar
Que dará lugar a outro gesto
E mais uma letra trocar
Um outro gosto a igualar.

Um comentário:
Até o momento me identifiquei mais com essa. Parabéns! :)
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