Lembro de quando tornei-me para-raios
Tropecei lentamente em público
E as palmas calaram e ecoaram
Por todos os lados calando-se a voz.
Uma a uma, dia após dia
Jogavam seu feitiço sobre o meu peito
E eu já preparado, aparava os raios
Fazia de energia, meu eu fundador de usina.
Alvo de dardos, flechas e ferroadas
O que mais as encantavam
Mais ainda nos afastavam
Lembra das tropeçadas?
Levantei o dedo aos céus
Rodeado de água, saliva, suor só seu
Despenque como um flash de luz
Me ensine a ser Perseu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário