segunda-feira, 25 de julho de 2016

Refém de quem?

Dez anos se passaram
E você ainda está sob minha mira
Envolta em meus braços
Dizendo ter vivido uma mentira.
Perdeu as contas de tanto
Soluçar durante a contagem
Quanto mais o tempo passa
Menos me vem à coragem.
Já não é platônico,
O cansaço já é evidente
De ambas as almas
Até que de repente
Cansado de muito esperar
Não mais frente a frente
Não te tenho mais aqui
Porém ainda sinto
O seu corpo, apenas sensação
Aperto o gatilho
E acerto minha própria mão.

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