segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A última dança

Prólogo

Em um tom de despedida
Sob forte sentimento 
De emoção
Estendo a minha mão
Ela deseja você
Deseja que a segure
Bem forte e 
A deixe guiar
À minha direção

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És nossa última dança
De tantas outras que tivemos
De tantos anos
Guiados em exaustão
Já no primeiro tom
Dessa melosa canção
Percebi que algo estava diferente
Algo havia saído do prumo
Nossas cabeças não estavam alinhadas
Mesmo ambas estando frente a frente
Os olhares, os mesmos de antes,
Se faziam presentes
Não com o mesmo brilho
Não tão ardentes
Despedir, regredir, reclusão
A música já não mais acabava
Atendendo assim às minhas orações
Era sinfonia, das mais difíceis
De no piano tocar
Mas eu sabia, a única certeza
Que naquele momento eu tinha
É que ela iria acabar
As mãos desatar
E uma nova música
Iria ser composta
Executada e eu a escutar.

#

Epílogo

Foram tantas melodias
Algumas delas sozinho dancei
Guei-me por guiar
Me pus a me perder
As melodias que virão,
E sei que outras virão,
Serão apenas desvios
Da necessidade que tenho
De ainda ter você.

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