Se eu estivesse preso em uma cadeira
Brigaria com as minhas pernas
Iria querer caminhar nessa estrada
Apressar os passos até te encontrar.
Se meus olhos sentissem ausência de luz
Sentiria tudo pelo tato initerrupto
Queria saber o que era o tom de azul
E como o céu combinaria com a sua cor.
Ah, mas se minha voz não escutasse
Iria querer gritar tudo o que escrevo
Mas as palavras prenderiam nos lábios
Causando nos cantos um auto-relevo.
Em braile poderia me ler
E descobrir toda a verdade
O texto que precede o beijar
Não só para o gosto sentir, mas para o paladar testar.
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