Lá se vão nove anos
nove caminhos diferentes
escolhas convenientes.
Se os dedos estão calejados
de reviver histórias imortais
repletas de dias normais.
A alma abraça o recomeço
sem saber o que tem por atrás da porta
nem nas manhãs das quartas-feiras
se as terei por dias, horas ou semanas inteiras.
É o encontro do grito das palavras
com a suavidade da sua sonoridade,
do olhar linear e fixado sem acreditar
no destino que este quarto está a nos levar.
Até que o sol ilumina a cortina,
logo após um dilúvio de inundar
toda a vontade de rebobinar a hora
para que a chegada tome o lugar do 'ir embora'.
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