O reflexo da tela não mentia
A paz que pouco inalava
Não era causa de empatia
Pedidos de ajuda por telepatia
De presente se embalava
Queriam sempre outra fatia.
Os dedos insistiam arrastar
Para o lado ininterruptamente
A parte perfeita que quis mostrar
Buscando atingir mais gente
Copos suados em mesa de bar
Mãos cansadas de mais pra clicar.
Mais que podia, se entregava
Agora pouco importa
Quase mais não estava
Onde queria estar,
Alimentava sua rede
Sem conseguir se alimentar
Sem pregos na parede
Para se prender
E apenas admirar.
A tela trinca
A alma esvaece
A mente esquece
As fotos de quinta
Felicidade extinta
O céu escurece
Bom senso prevalece
Transborda tinta
Autorretrato não se pinta
De quem se desconhece.
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