Não tivemos saída
Fomos obrigados a nos mudar
Não existe mais o planeta
Que costumávamos explorar
Chamando-o erroneamente de lar.
Vim para cá buscar uma nova esperança
Tal qual um determinado cometa
Em busca de um novo local para habitar
Serei eu o objeto da mudança
Mas avistei assim que me pus a andar
Rios envenenados pela ganância
Frutos avermelhados em árvores pretas
Novas vagas em covas rasas
Seres em diferentes tons de azul
Uns cores de céu, uns cores de mar
Sem uma alma lunar para unificar
O que eu não sabia e que era de se esperar
A humanidade adoece em qualquer lugar
Não há respostas no núcleo da Terra
Mergulhei tentando encontrar
Como fazer essa multidão repensar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário