Inconsequente, errei ao acertar com você,
Busquei aprender com isso, mesmo que isso me reprovasse.
Tranquei as portas dos fundos, mas me lembrei de que você tinha a chave.
Então deixei você entrar, pois eu não estaria mais lá.
Ele sim, não conseguia desprender dos bens materiais.
Mas os bens que ainda faziam sentir-me bem,
Não foram comprados, nem conquistados.
Foram leiloados por nobres senhores,
Que com um martelo, cuja marcar era Destino,
Martelaram o seu ao meu.
“Não aceitamos devoluções” disseram eles.
Não que eu fosse devolver, não entregaria nada,
Foi difícil me acostumar com os pesadelos
Antes que eu pudesse adormecer.
E em uma carta pela metade, que escrevo agora.
Conto um crime, um suicídio que passou despercebido,
Um amor que se foi, depois de ser julgado e condenado.
Sem linhas nos pulsos, sem marcas de cordas, sem a dor da pena.
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