sexta-feira, 4 de março de 2011

Não feche as portas, eu volto para jantar

Quando você me vem à cabeça,
Você me suplica para que te esqueça.
Quando me permito sumir,
Você não desiste de sorrir.
Quando busco te encontrar,
Você pede para me afastar.
Quando eu te peço um segredo.
Você não hesita em revelar,
Quando eu digo o que queres ouvir,
Você se quer ousa refletir.
Quando eu viro as costas,
Você diz abrir as portas,
Quando eu tento entrar,
Você despeja raiva no ar,
Quando eu penso em desistir,
Você confessa me amar,
E volta mais uma vez a vontade de existir.
E é nesse entranho jeito de amar,
Que eu insisto em continuar.
Caso eu pegue a direção errada,
Sei que ao final dela, sua porta não estará mais fechada.

2 comentários:

Manoel Britto disse...

Esse texto relata o quanto o amor é contraditório e confuso. Ele sufoca nossa mente de uma maneira exuberante de suposições. Suposições que raramente acertamos, pois o amor surpreende, destila, enaltece, condiz, sufoca. E mesmo assim amamos amar. Amamos amar até que nos ama o que apenas nos faz sofrer. Nosso coração nos controla, ele é completo por amor e só nos resta viver com tudo isso.
Perfect texto amigo.
Abraço do @BrittoBlessed
http://manoelbritto.blogspot.com/

Wisconde disse...

haha valeu cara, bom ser elogiado por quem entende ! Valeu mesmo.