Parado à esquerda atrás das sombras estava-o
prendendo o fôlego por perdão em sua volta
ao passar da barca, avistei sua revolta,
aonde quer que ela vá, leve-o.
- Seu nome não está aqui, o que queres?
Entrar, longe do inimigo.
- Teu mór pecado, qual eres?
Negar-me ao teu castigo.
Recusai o amor, por pavor.
Abriu os olhos com atraso,
deixou de fazer um favor,
agora perdeu-te o prazo.
Barca preta, só tem esta, tente ali.
Lá entra os melhores perante a Deus.
Derramou sangue? Se sim, entre aqui.
Se não, apresse e vá com os teus.
Pecador, tal barca não lhe cabe mais,
aos meus olhos tu és mortal,
e sabe o que acontece com os mortais,
ajoelham em si, como tais.
Perdoe-me o ceticismo,
ao fim dessa corrente não há nada,
nada além de um abismo,
pois sim, esta ainda é a barca errada.
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