Se seu orgulho falasse, falaria o que você não se permitiu
se soubesse cantar, cantaria em um tom baixo, tão sutil.
Se teu orgulho ouvisse, ouviria um simples sermão
se ele escutasse, responderia em pausas: Não!
Se seu orgulho pudesse respirar, respiraria nosso ar
prenderia por segundos, hesitaria em soltar
mas por puro orgulho deixaria de guardar.
Se meu orgulho pudesse morar, moraria em tua voz
se ainda assim pudesse escolher, escolheria um momento a sós, a meia porta, entre nós.
Se o nosso orgulho deixasse de existir, não precisaria escrever nem aqui, nem ai.
Andaríamos por ai a explicar, o porquê é impossível evitar.
Fecharíamos a porta, e os deixaríamos lá.
Um comentário:
O quebra cabeça. Peças primeiramente soltas, mas pela habilidade de quem monta, tornam-se uma mensagem completamente harmoniosa.
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