ATO I
Fim de ano, festa, felicidades, amizades, você.
Como não lembrar de um passado tão distante, aliás, o que são quatro anos ?
Não é nada, para quem demorou a vida inteira para se encontrar.
Em um determinado local (visitável, eu diria) algo aconteceu.
Não sei se foi bom ou muito bom, mas sei que deveria ter acontecido.
Se eu pudesse ter três uvas naquele momento para fazer um pedido,
eu pediria você, com mais outras três na mão caso o pedido falhasse.
ATO II
Incansável. Benditas uvas, me levaram até você e você até mim.
Sei que grande parte da culpa foi sua também, acabou sendo nossa.
O tempo parecia anunciar, o anuncio de um esplendido luar.
Tua boca junto à minha, beirando a estrada, um cheiro de morango no ar.
Beirando a perfeição. Achamos o erro, estava tudo muito certo.
ATO III
Outro fim de ano. Se no outro eu te queria, nesse não era diferente.
Te perdia a cada dia, do céu ao inferno.
Sei que a culpa dessa vez havia sido sua, e o orgulho era meu.
Questão de tempo, mais uma vez ele iria se tornar nosso aliado.
E no mesmo ano estávamos lá de novo, felizes até que ...
Durou pouco, mas não podemos dizer que não tentamos.
ATO IV
Nas ultimas dez semanas, a cada domingo, me pego pensando em você.
Ouvindo vozes e melodias que me lembram você.
Ouvindo frases e juras que me levam até você.
Sei que existe uma felicidade que enfim você achou.
Sei que é justo estarmos aonde estamos. Destino.
O que são quatro anos? Hoje eu posso responder:
São quatros atos de amor e covardia, de sonho e paixão, de ilusão e aprendizagem.
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