domingo, 24 de novembro de 2013

Mil Silhuetas

Da porta do meu quarto vejo a banda passar
do lado de fora da janela, cortinas a voar,
enquanto no interior do quarto você repousa
seu corpo no local que costumo descansar.

O som dos tambores do lado de fora
segue o som do silêncio do quarto,
tão pesado e imóvel que ao tocá-lo
se desfaz em mil silhuetas de áurea.

Antes que acordasse me despedi
sem bater a porta para não te acordar
voltei a abri-la, retornei pois me esqueci
de guardar na mente o som que aqui ouvi.

Era meio devagar, como afundar nas nuvens
um som com cheiro de jasmim, flores de jardins
e em seu sonho me esvaí, para te trazer o dia
já que a noite eu voltaria com anjos e querubins.

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