domingo, 27 de abril de 2014

Andarilho afora

Apenas tu,
me fizeste perceber
a beleza em nuvens,
em pássaros, em luar.
Abriste a mim, um mundo
sem abismos para pular,
sem fardo e dor,
tristeza para carregar.
Onde estavas tu,
que no passado se escondeu,
que em meias verdades surgiu,
de uma hora pra outra perdeu,
o medo de nadar em meus mares
o receio de chegar a todos os lugares.
Sorte a minha, quase uma sina
eu como andarilho afora
me pus a te encontrar,
sem pestanejar, adentrei
vielas e ruas, portos e luas
até por fim me deslumbrar.
Esculpida com formosas formas
que contraluz cegavam os olhos
e ao mesmo tempo os faziam enxergar,
que frente a eles estava o futuro
batendo à porta e a gritar.

Um comentário:

Anônimo disse...

INCRÍVEL COMO SUAS PALAVRAS SE ENCAIXAM PERFEITAMENTE COM O QUE VIVO AGORA.