domingo, 4 de maio de 2014

Estatísticas perdidas

Mesmo que o chão não seja tão firme como a palma da minha mão,
e mesmo que o céu brilhe menos que os teus olhos na escuridão,
o futuro ainda irá nos favorecer, como a Áurea para a escravidão.

Se os satélites que lhe dei na noite anterior não for tão reluzente,
não tenha medo, destrua-o. Siga a estrada bipartida, logo a frente.
A cada passo, cada pegada, mais deslizes, a sensação será diferente.

Desta forma, colecionando minhas memórias congeladas e distintas,
o álbum da vida poderá estar completo ao fim de todas as idas,
e o que hoje escorre por todas as paredes serão estatísticas perdidas.

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