domingo, 25 de maio de 2014

Em meu convés

Tarde da noite, sentado no proa do navio
que não conseguiu zarpar, para lá na frente afundar,
contando histórias de amor e terror, nem sei mais
e versos ininterruptos a noite inteira a declamar.

domingo, 18 de maio de 2014

Ô nega

Ô nega, me diga o que tu quer,
sambar no mesmo chão que eu,
já vi que não para de me olhar,
não disfarça que quer o que é meu.

domingo, 11 de maio de 2014

Feito claridade

O mesmo conto contado pelos cantos
que a todo momento vira vapor no ar,
a história que conto aos prantos,
de quem com os dedos construiu seu lar.

domingo, 4 de maio de 2014

Estatísticas perdidas

Mesmo que o chão não seja tão firme como a palma da minha mão,
e mesmo que o céu brilhe menos que os teus olhos na escuridão,
o futuro ainda irá nos favorecer, como a Áurea para a escravidão.