quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Sem amarras

E quem deveria
Em meu colo sentar?
Ou deixo-te soltar
Ou devoro-te o paladar?
Controle-se ou se deixe controlar.

E essas vozes,
Ecoam em fundo musical
Sim, faça! Não, esqueça!?
Um ventríloquo surreal.

Possuo teus outros sentidos,
Arranho-te a pele,
Salto-te aos olhos,
E sussuro em teus ouvidos.

Haverá um momento
Em que terei que me despedir
Cortar as cordas, um alento
Ver nos trilhos a vida regredir.

Só antes avise-me,
Se o concreto é meu decreto
E se meus punhos
Ainda são teus desafetos.

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