Um mundo em desaceleração
Muitos muros a escalar
Restaurar os elos mais impuros
Muito mais que fingir preocupação.
É resolver reinventar
A forma humana de se alterar
Restabelecer a ordem natural
Sem precisar por ar mendigar.
Fazer cópias do lado bom
Aguardar o momento certo
Para recolher ou estender a mão
Alternar entre a palavra e o tom.
A ponta só a outra vai encontrar
Quando dessas cópias se extrair
A realidade que se vende como ilusão
Para tantas e tontos comprar.
Agora que nada mais há
Alguns vales surgirão
Tente o quanto menos se sujar
Por todo o tempo que nele viajar.
E as pegadas que no caminho ficarão
Serão chamadas de histórias marcadas
Que um dia servirão como exemplo
De como era difícil o ato de pedir perdão.
Na pele as raízes a resplandecer
Desabrochar tardiamente
O que no início da história
Não deveria ter se deixado acontecer.
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