domingo, 23 de outubro de 2016

Quid opus vincere bello?

Podem não achar tão incrível
Ou não querer de pé aplaudir
Se tornará um mártir quase invisível.

- Abaixar a guarda!
- Esconder os escudos!
- Será dada a largada!

Erros que latejam no lobo frontal
Que destroem a esperança humana
Retalham lentamente a espinha dorsal.

Se serei soldado, vou querer explodir
Fatos vertiginosos e que enganam
Nos fazendo concordar para coexistir.

Se serei inimigo, vou querer valorizar
A quem estiver ajoelhado a minha frente
Todos os meus dedos, um a um, apontar.

Se serei só por, mais uma vez, ser
Vou inventar desculpas para afogar
O orgulho no paladar para em só um gole beber.

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