No alto da plataforma
A altura pouco amedronta
O corpo que tampouco respira
E que com a mente se confronta
Não há mais ponta solta
Mas se ao menos houvesse um lápis
Desenharia nessa parede toda branca
Uma janela e uma porta
E nessa pálida pele
Em volta dos dedos a aliança
Como prova de minha crença
Que por horas cheia de incertezas
Na saúde e na doença
Em algo que se faz presente
Engana aos olhos e não se faz ver
O que alguns nomeiam de ilusão
Uma mentira confortável eminente
Não importa quantos passos eu dê
E em qual direção serão dados
Se haverá queda para se reinventar
Equilibrados em devaneios de fé
Se será sólido ou não-presencial
A multiplicação de pares de mãos
Para sustentar a alma e mantê-la de pé.
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