terça-feira, 17 de outubro de 2017

Nobreza de outrora

No muro da minha casa
Abri a alma para deixar o sol entrar
Podar as arestas que outrora estava por lá.
Não cabe mais na mochila

Algumas histórias que me exauri de contar
Deixo o zíper aberto para durante a viagem cada item sem perceber dispensar.
Muitos dizem que devemos reciclar
Tirar o que há de bom antes do tempo passar.

Mas já tentaram segurar o ponteiro do relógio?
Conseguiram as engrenagens organizar?
Se lembra de onde cada peça estava?
Só assim esse relógio vai novamente funcionar.
Mesmo que consiga se lembrar, farás disso uma proeza
A hora que vai marcar agora já não é mais a mesma
Os olharem serão diferentes, cada vez mais emergentes
Reis por muito menos perdem seu título de nobreza.

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