quinta-feira, 11 de junho de 2020

Regressão progressiva

É o começo do fim dos tempos
Eis uma história versada
Dos dias que até são atuais
Contada por uma vida passada.

As ruas estão cheias de ideias
Palanques em peças de teatro
Braços para trás, mãos para o alto
Um retrato vivo de 64.

A pele se distância cada vez mais
Punho erguido com o fechar da mão
A voz abafada aumenta o volume
Lave-se com lágrimas e sabão.

E nessa fenda espaço-tempo seguimos
Contaremos a nós mesmo no final
Que fomos caçados e quase extintos
Segurando placa numerada de marginal.


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