Letras subindo
Público aplaudindo
Quando ouve-se um apito
E uma voz no fundo que diz:
- Agora tudo de novo!
Na ponta do penhasco
A árvore tomba a direita
Transforma-se em caminho
Sem açoite do carrasco
No afogar oceânico
Destampa-se o ralo
A água escorre
E consigo todo o pânico
E quando as palavras se calam
Um visconde habituado
Por anos condenado
A prisão de vírgulas, pontos e parágrafos
Salta das páginas virtuais
Na placenta de um novo prólogo
Não existe melhor prova
Que enfim desconstruir nos renova.
(Semipiterno)
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