domingo, 25 de maio de 2014

Em meu convés

Tarde da noite, sentado no proa do navio
que não conseguiu zarpar, para lá na frente afundar,
contando histórias de amor e terror, nem sei mais
e versos ininterruptos a noite inteira a declamar.
Por horas e horas escondemos os nossos nós
e nem quando a sós esquecemos os prós
e os contras de em meus braços te fazer deitar.
Sem rimas e métrica, andaremos sem arranhar
o disco que mais uma vez coloquei para tocar
e o som que ele faz me é familiar, ele toca você.
Joguei a âncora no mar, icei as velas, comecei a remar
sem bussola e sem saber nadar, sem botes para me salvar,
sou marujo, sou passageiro e já sei guiar, eu vou marejar
para fazer, a partir de agora, o tempo passar e te deslizar
até o meu convés para finalmente podermos sonhar.

2 comentários:

L.Paula disse...

Parabéns pela sua obra.Queria eu ter tamanha inspiração rs, já que não tenho, vou lendo seus posts e saboreando as palavras! Abraço!

Willa R. disse...

Meu Will, quanto orgulho sinto em ler seus textos! Lhe amo!