O mesmo conto contado pelos cantos
que a todo momento vira vapor no ar,
a história que conto aos prantos,
de quem com os dedos construiu seu lar.
Que o mar lave a poeira dos nossos pés
e que na eternidade o encontro seja breve
para que não haja mais sorte ou revés,
ou cartas rasgadas de quem te escreve.
Juntarei um a um os traços feitos de lembranças
guardados com o sintetismo dos cacos de vidro,
memórias deixadas em cada uma de nossas andanças,
que sequer lembramos ou tenhamos vivido.
O vento que seu corpo faz ao por mim passar
move sentimentos inertes, fincado do caule à raiz
e eu acreditando em palácios e viscondes,
saí porta a fora por você imperatriz.
A dor que escorre pelos vales pele a dentro
não esconde a ausência que sua sombra plantou
mesmo antes erradicadas, eu até entendo
mas me digas aonde andas, e com quem a deixou.
Para que eu possa traze-la de volta,
e em uma uma convenção sem luz ou som,
perde-la dentro de quem realmente importa,
mostrar de uma vez toda essa claridão.
Um comentário:
Ainda comprarei um livro seu. Essa frase já foi dita por mim um dia.
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