domingo, 2 de fevereiro de 2014

Ardor

O suor que aos poucos escorre
presenciou o nascimento e a morte,
o surgimento da alegria indolor
da matriz que nos traz sorte.

A cada beijo ele escorre mais,
o suor que antes podia se ver
agora já não aparece mais
só quando da nuvem chover.

A toxina que tua pele exala
exprime um rústico pudor
das veias que ainda pulsam
em resposta do teu amor.

O mundo lá fora atenta-se
ao infiel sentimento que aqui
se faz presente, em dois de nós
subsequente, e ainda mais ardente.

2 comentários:

Tânia disse...

A forma que você escreve faz com que imaginemos cada coisa. Bom é pouco, que inspiração ler o que você escreve. Parabéns pelo site. Beijinhos.

Márcia disse...

Eu conheço um poeta...
O mais lindo dos lindos!
Ele escreve o que sente...
Coisas que sentimos e não sabemos externar!
E ele consegue externar todo seu interior...
Willian GR Coelho <3