domingo, 9 de fevereiro de 2014

Noites cadentes

No céu preto eu acho que vi
um rajar cadente sobressair
do nulo muro de alguma Berlim
eis que tal luz veio a mim.

Do pedido que ainda hei de fazer
concedi o direito de me perder
no brilho que as estrelas fazem
quando as vejo acender.

Elas me despistam ao formar seu rosto
e o fazer despencar em minhas mãos,
teu cheiro é doce e o gosto beira a carmim
que flamejante adentra janelas e portões, afim.

O desejo que rapidamente capturei
devolveu a forma do seu amanhecer
para o bem comum, eu e você
velejarmos em noites de puro prazer.

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