Um autor ao acordar no meio da noite
se questiona o que estava a sonhar
será que era um pássaro carnívoro ou
um alazão com que esteve a falar?
Antes que o relógio andasse
ele se prontificou e se pôs a escrever
sobre a sensação esquisita antes
que sua mente o fizesse esquecer.
Precisou mais do que imaginou,
a caneta que quase calejada
se esvaziou e não pontuou
o final de uma linha já inclinada.
Antes que voltasse a dormir
o autor que não sonhou,
que não escreveu, o autor
que ainda nem acordou.
Montou-se no alazão e
o céu rabiscou com a mão
detalhes de uma história viva,
presumida e narrada pela razão.
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